sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O milho na dieta dos equinos


Milho

O milho (Zea mays) é conhecido por conter uma boa porcentagem de extrato etéreo, sendo muito energético, além de ser bastante palatável aos equinos. No entanto, seu uso exagerado ou inadequado está associado à síndromes cólicas nos equinos, por ser altamente fermentado e liberar energia rapidamente. O milho deve ser oferecido em pequenas quantidades, sempre de qualidade, bem estocado e sem crescimento de fungos. O milho que contém micotoxinas pode levar ao quadro nervoso de leucoencefalomalácia e levar os animais à morte. Outro problema associado ao uso do milho é o desequilíbrio na relação cálcio-fósforo que ele apresenta. O correto é uma relação ao redor de 2:1, no entanto o grão de milho apresenta muito mais fósforo do que cálcio. Para equilibrar essa proporção, o cavalo acaba retirando cálcio dos ossos para liberar no sangue, tornando-os mais porosos e frágeis. Um dos sinais observados é a chamada “cara inchada”, pois os ossos da face são os primeiros a ser afetados pela doença, chamada também de hiperparatireoidismo nutricional secundário. Esse problema pode ser evitado fornecendo cálcio ao cavalo que recebe muito milho, normalmente na forma de calcita, junto com a alimentação.

Milho em grãos:

Embora possa ser fornecido inteiro aos cavalos, sem perda significativa de digestibilidade, não é recomendado por desgastar excessivamente os dentes a longo prazo e também pela possibilidade de irritar a mucosa do palato duro do animal, provocando uma palatite, popularmente conhecida como travagem.




Quirera de milho:

O grão de milho moído, ou quirera, possui as mesmas qualidades do milho em grão, porém sendo de mais fácil mastigação.


Rolão de milho

O Rolão de milho, apesar de bastante utilizado, possui fama de ser “fraco” e causar cólicas. Isso é verdade se comparado com o valor energético do grão de milho, e quando mal-conservado. No entanto, se utilizado corretamente, pode ser uma fonte de alimentação concentrada relativamente barata e que pode ser produzida na propriedade ou adquirida nos arredores. O rolão é a espiga de milho, junto com a palha, triturado.




 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Doença equina - Mormo

O mormo, também conhecido como lamparão, é uma doença infecto-contagiosa que acomete equídeos e tem como agente etiológico a bactéria Burkholderia mallei; pode também ser contraída por outros animais como o cão, gato, bode e até o homem. Esta enfermidade é conhecida a vários séculos e no anos de 1968, foi considerada extinta no Brasil. No entanto, estudos sorológicos realizados nos anos de 1999 e 2000 detectaram a presença da doença em alguns estados do nordeste brasileiro. Já nos Estados Unidos e na Europa, esta doença foi erradica; na África e Ásia frequentemente é diagnosticada.




Burkholderia mallei

A infecção por esta bactéria se da através do contato com fluídos corporais dos animais doentes, como: pús, urina, secreção nasal e fezes. Este agente pode penetrar no organismo pela via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (através de alguma lesão), alcançando a circulação sanguínea, indo alojar-se em alguns órgãos, em especial, nos pulmões e fígado. Esta bactéria possui um período de incubação de aproximadamente 4 dias.

Esta doença pode apresentar-se na forma aguda ou crônica, de modo que a primeira é mais comum nos asininos e muares e a segunda, em equinos. Na forma aguda, ossintomas apresentados pelos animais são:febre, prostração, fraqueza e anorexia; surgimento de pústulas na mucosa nasal que viram úlceras profundas que geram uma descarga purulenta, tornando-se sanguinolenta posteriormente; formação de abscessos nos linfonodos/”>linfonodos, podendo comprometer o aparelho respiratório surgindo dispnéia. Já a forma crônica localiza-se na pele, fossas nasais, laringe, traquéia, pulmões (evolução mais lenta do que a aguda); a localização cutânea pode ser similar à aguda, no entanto mais branda.

O diagnóstico pode ser feito através de técnicas diretas, através do isolamento bacteriano e inoculação em cobaias, e pode também, ser feito através de técnicas indiretas, como pesquisa de anticorpos através da fixação do complemento e ELISA.

O tratamento não é indicado, pois os animais permanecem infectados por toda a vida, tornando-se fontes de infecção para outros animais. Porém, quando é realizado, recomenda-se o uso de produtos a base de sulfas, em especial, sulfadiazina durante 20 dias.

O controle do mormo é baseado no isolamento da área que contém animais doentes, sacrifício destes animais positivos, isolamento e reteste dos suspeitos, cremação dos corpos dos infectados, desinfecção das instalações e todo o material que entrou em contato com os doentes. Deve também ser feito um rigoroso controle do trânsito de animais entre os estados e internacionalmente, com apresentação de resultados negativos de testes realizados até, no máximo, 15 dias antes do embarque dos animais.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

GRIPE EQUINA

O que é
A influenza ou gripe equina, conhecida também como gripe ou tosse cavalar, é uma doença infecciosa do sistema respiratório dos equinos, podendo acometer também os asininos e muares, sendo extremamente contagiosa. É causada por um vírus e é bastante comum em cavalos de desporto, atacando principalmente, animais com menos de 5 anos de idade e aqueles trazidos do campo para a cocheira. É transmitida através de aerossóis (pequenas gotículas de saliva quando o animal tosse ou espirra) diretamente entre animais doentes e sadios. O contágio, também, pode ocorrer por via indireta através da água, alimentos e objetos contaminados com secreções nasais, urina e fezes de animais doentes.

Como reconhecer
Os animais doentes apresentam os seguintes sintomas: febre; falta de apetite; apatia; corrimento nasal seroso, que pode evoluir para mucopurulento; tosse; lacrimejamento; inflamação da garganta, diarreia fétida. Os garanhões podem apresentar orquite (inflamação dos testículos) e o vírus ser encontrado no sêmen muito tempo depois. É frequente o aparecimento de edemas (inchaços) nas partes baixas. Se o animal não receber os devidos cuidados, a gripe pode evoluir para rinite, laringite, faringite e/ou pneumonia.

Como tratar
Proporcionar ao animal doente repouso absoluto em local protegido contra correntes de ar e muita umidade, provido de boa cama, alimentação nutritiva e de fácil mastigação e água limpa. Quando há complicações, usar medicamentos à base de sulfanilamida e antibióticos associados e de largo espectro de ação.
Toda medicação deve ser fornecida com a orientação de um médico veterinário. Para o retorno ao trabalho o veterinário deve avaliar as condições para decidir se o animal está apto para isso.

Como evitar
Realizar a vacinação dos equinos é fundamental para prevenir o aparecimento da doença. As vacinas só oferecem proteção depois de um mês e devem ser repetidas anualmente. As visitas frequentes de um veterinário são muito importantes, pois quanto antes o animal doente for diagnosticado e isolado do resto do rebanho, mais fácil fica o tratamento e evita a contaminação de outros animais. O isolamento dos animais afetados é muito importante, pois esta doença é extremamente contagiosa, espalhando-se rapidamente dentro de um grupo de animais, principalmente quando estabulados em regime intensivo, como é o caso de centros hípicos, clubes etc.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Aparência das baias




Enquanto se caminha pelo corredor até a baia dos cavalos ,observe e absorva a impressão geral do lugar. Está limpo e varrido? E os cavalos , estão olhando pelas portas, atentos e espertos, demonstrando assim, saúde e disposição, em vez de indiferença ou até medo do mundo que os rodeia? Ao entrar na baia, qual a primeira impressão, e principalmente o primeiro cheiro - de serragem seca e cavalo limpo, ou de vapores de amônia e "cavalo molhado"?

A situação da cama
A serragem deve estar seca não só na superfície porém também em profundidade. A presença de placas "ocultas" de urina e serragem molhada indica uma limpeza deficiente nas baias. Uma boa profundidade de serragem é de 20-30cm e o mínio aceitável, 10cm. O cocho de água e o de ração devem de estar sempre limpo

O estado geral do cavalo
Olhe para o cavalo como se estivesse vendo pela primeira vez na vida, e pergunte-se: ele está feliz e saudável? Ele confia nas pessoas ou está receoso com alguma coisa? Se alguma dessas respostas for negativa, você tem problemas a resolver. Repare principalmente no brilho do pêlo, se o animal é curioso e amistoso em relação a você, e se ele tem apetite. Todo cavalo saudável é guloso, mesmo que tenha acabado de comer a ração. Ele sempre deverá se interessar por alguma guloseima, açúcar, cenouras ou uma maçã. Aliás, trazer sempre um petisco para seu cavalo ajudará a fazer com que ele conheça e goste de você.

Estado das pernas do cavalo
Após este primeiro exame visual, passe a uma rápido exame físico, começando pelas pernas. Observe se as quatro pernas estão "secas",ou seja, sem aumento de volumes anormais para aquele animal, especialmente na área de boletos e tendões. Se o cavalo estiver em posição de descanso - com um dos posteriores flexionado - anime-o a dar alguns passos, dentro da baia mesmo,e observe se ele distribui o peso por igual sobre as quatro patas no momento em que ficar parado novamente .


Os Materiais
Observe a condição das mantas , cilhões , fivelas e barrigueiras . Os materiais de couro não devem estar ressecados assim como os materiais de ferro não podem apresentar sinais de ferrugem . Todo o material que contem elastico deve ser testado antes de todo atendimento , evitando assim seu rompimento inesperado . Os estribos e loros devem sempre ser verificados .
Com relação aos materiais de proteção individual a atenção deve ser redobrada . Casquetes , luvas e protetores devem ser utilizados somente se não apresentarem desgaste excessivo ou qulquer sensação de desconforto .

Cuidados necessários com os cavalos


Todos os cavalos necessitam de uma limpeza frequente, quer estejam no estábulo ou no campo, para que permaneçam saudáveis. Isso implica cuidar da pele, pêlo e pés do animal.

  Pode não ser um trabalho agradável, mas as vantagens de uma higiene       cuidada são muitas:

.Eliminação da sujidade
.Funciona como uma massagem ao cavalo
.Ajuda a tonificar os músculos do animal
.Activa a circulação
.Aprofunda a relação de confiança entre o cavaleiro e cavalo

Cuidados Diários

.A limpeza deve ser feita antes de montar o cavalo. Embora seja suficiente “sacudir o pó” antes do exercício, deve tentar aprofundar a limpeza do cavalo sempre que puder. 
.Uma limpeza a fundo pode demorar cerca de uma hora, mas o cavalo irá agradecer-lhe o tempo dispensado. Para dar uma maior sensação de segurança, a limpeza deve ser feita em locais bem iluminados.

Pelagem

A limpeza do corpo do cavalo deve começar com uma almofaça, uma escova muito útil para remover lama e marcas de suor. Esta escova activa a circulação sanguínea e liberta a tensão dos músculos. As almofaças de borracha são a melhor opção. As de metal podem magoar o cavalo e as de plástico podem desenvolver bicos devido à fricção.

Em cavalos mais sujos ou mantidos no campo pode utilizar a brussa em conjunto com a almofaça. A escovagem deve ser feita em círculos, podendo ser vigorosa em cavalos não desbastados. A zona com ossos salientes é particularmente sensível, por isso, as passagens com a escova devem ser mais leves. Comece no topo do pescoço e com movimentos circulares contra-relógio, desça até à cernelha e escove o dorso e a garupa.

Ajuste a pressão de acordo com as reacções do cavalo. Se o animal baixar as orelhas e se mostrar agitado é porque não está a gostar.

Utilize uma cardoa para escovar o pêlo, a crina e a cauda. Deve começar pela crina, depois escovar o resto do corpo e por fim a cauda. Para escovar a crina e a cauda, comece no topo e penteie madeixa a madeixa. Avance apenas alguns centímetros de cada vez. Há quem defenda que a cauda não deve ser escovada, mas sim penteada utilizando os dedos, para não estragar o pêlo e manter o aspecto natural. Independentemente da sua opção de pentear com as mãos ou com a escova, não se deve colocar directamente atrás do cavalo em qualquer das situações. Opte por ficar ao lado do animal e puxar para si a cauda. Para facilitar a escovagem, pode aplicar produtos desembaraçantes que tornam o pêlo mais maneável e brilhante, protegendo também do sol.

O corpo deve ser escovado com movimentos circulares e depois deve ser feita uma passagem final no sentido do crescimento do pêlo. Enquanto escova, inspeccione o cavalo. Procure lesões, altos ou qualquer anomalia. A zona da barriga é uma das áreas mais sensíveis. Tenha cuidado e avance lentamente. Com uma escova mais suave, ou um pano de algodão, faça uma última passagem para conferir brilho e remover os últimos vestígios de sujidade.

Depois de ter limpo todo o corpo avance para a cauda. Tenha uma esponja aparte para limpar o couto da cauda. Esta esponja deve estar húmida e não deve ser utilizada noutras regiões do corpo.

Aplique repelente e protector solar, se as condições atmosféricas o justificarem. Se vai montar o cavalo, evite colocar estes produtos na zona da sela, para que a zona não fique escorregadia.

Focinho

Com a cardoa ou uma escova de fios macios, escove o focinho do cavalo, retire a sujidade das bordas das orelhas e no resto do focinho em geral. Proteja os olhos do cavalo do pó que se solta. Passe uma esponja húmida junto dos olhos e narinas.

Patas

Deslize a mão pela pata do cavalo, aperte ligeiramente a zona do tendão na parte inferior da perna e levante a pata. Com o ferro de cascos limpe os quatro cascos do cavalo, retirando a sujidade alojada na sola e junto à ferradura. Verifique se o casco tem um aspecto saudável e se não há sinais de infecção ou rachas.

Aplique um óleo nos cascos do cavalo para proteger e hidratar a zona, mas faça-o apenas sob a orientação do veterinário.

Massagem

A última parte da limpeza serve para proporcionar relaxamento ao cavalo. Passe pelo corpo do animal uma luva própria, geralmente feita de crina ou couro.

Precauções especiais

Frio 

No Inverno, não destape completamente o cavalo para o limpar. Opte por dobrar o cobrejão, expondo apenas as partes que está a limpar no momento.

Posicionamento

Nunca se posicione atrás do cavalo, pois este pode-se assustar e dar coices.

Cavalos no campo

Os cavalos no campo necessitam da maior parte dos cuidados acima descritos. Contudo, a utilização de algumas escovas, como a cardoa, não deve ser tão intensiva. Isto porque a pele do cavalo é protegida por uma camada oleosa que a torna impermeável. Essa camada é danificada com uso prolongado das escovas no dorso. Os cavalos mantidos no estábulo estão a maior parte das vezes abrigados da chuva e não dependem da camada oleosa para se manterem secos.

Banho

Lavar com água e champô pode por vezes ser necessário. Apesar de ser só aconselhado no Verão, os cavalos de competição costumam ser submetidos a banhos mais regularmente. Quando escolhe lavar a pelagem ou até mesmo o corpo do cavalo, deve escolher um sítio com chão em cimento ou pelo menos que não se torne lama, quando a água começar a cair. Prepara-se para ficar bastante molhado, por isso não use a roupa que usaria apenas para escovar o animal. Coloque umas luvas de borracha para proteger as mãos.

Crina

A crina e a cauda do cavalo podem ter de ser lavadas quando a pelagem estiver gordurosa e o tempo estiver quente. Existem diversos produtos específicos para cavalos, incluindo champôs com repelentes de insectos. Para lavar a crina, passe com uma esponja molhada em água morna sobre o pêlo. Aplique o champô com cuidado, para que não molhe os olhos ou as orelhas. Comece a trabalhar no topo da crina e vá descendo. Aplique também amaciador próprio, se pretender obter um melhor resultado. Por fim, retire o excesso com água morna. Seque a crina com uma toalha e limpe também as zonas que foram molhadas, como as espáduas.

Cauda

Para lavar a cauda utilize também um champô específico e humedeça a cauda com água morna. Se desejar, aplique amaciador. Depois, escove os pêlos com uma cardoa. Sacuda a cauda para retirar o excesso de água e enxugue com uma toalha. Para obter melhores resultados pode ligar a cauda com uma ligadura seca.

Corpo

Só deve ser dado banho ao cavalo como último recurso. A pele demora dias a repor os óleos que a protegem, fazendo com o cavalo esteja mais vulnerável ao frio e chuva. Contudo, se achar necessário limpar o cavalo com água, pode-lhe dar banho se os dias estiverem quentes. A lavagem do cavalo deve ser feita no pico do sol, quando este estiver mais forte e longe de correntes de ar. Molhe o animal com uma esponja húmida e aplique o champô. Comece por baixo, primeiro os pés e por último o dorso. Depois, passe água abundantemente começando no topo e terminando nas patas. Retire o excesso com uma escova apropriada. Por fim, seque com uma toalha. Pode optar por fazer o cavalo andar para secar a pelagem. Desta forma vai diminuir as hipóteses de o cavalo se rebolar na terra para secar o pêlo. Durante os dias seguintes, o cavalo poderá necessitar de ser coberto com o cobrejão

terça-feira, 10 de abril de 2012

Características dos cavalos


Características dos cavalos

"Cavalo" (do latim caballus), é um mamífero ungulado de grande porte. Portador de uma cauda vertebral muito curta, mas prolongada por longos pêlos, o cavalo é reconhecido também pelas orelhas curtas, eretas, e a crina pendente. A dentição apresenta longos incisivos, cujo grau de desgaste indica a idade do animal, e grandes molares. Um grande casco envolve totalmente a última falange do único dedo em que termina cada membro, esse casco chega a pesar até 500 g. O cavalo é herbívoro, granívero e corredor, e não tem outra arma além dos cascos, sua rapidez e fuga evita muitas vezes os confrontos.

A fêmea (égua) tem um filho (potro ou poldro) por gestação, e essa gestação dura 11 meses.
Evolução

A evolução do cavalo foi marcada pelo aumento de tamanho, a redução e, depois, o desaparecimento dos dedos laterais, ao mesmo tempo que ocorreu o crescimento do dedo médio, a molarização dos pré-molares e o desaparecimento dos caninos.
História

A domesticação dos cavalos foi muito importante para o desenvolvimento das civilizações asiáticas e européias. Isso ocorreu a 3 mil anos atrás.



Na Europa Ocidental, até a Idade Média, a posse e o uso do cavalo eram exclusivos da casta aristocrática dos cavaleiros, que o empregava na guerra, no jogo e na ostentação social. Além de seu emprego militar (cavalaria), o cavalo foi usado como animal de carga e de sela, como animal de atrelamento (carroça, charrete, barco, trenó, máquina agrícola), para bater cereais ou para a movimentação de mecanismos destinados a moer (moinho de farinha, extrator de óleo, amassador de frutas), bater os grãos ou elevar a água (nora).

No séc. XIX, a modernização da agricultura, o desenvolvimento da mecanização e o melhoramento dos transportes provocaram uma procura crescente do cavalo. A criação se organizou para responder a essa procura. As grandes raças de prestígio começaram a individualizar-se sob a dupla tutela dos haras e das autoridades agrícolas.

Os cavalos aumentaram de peso e tamanho, mas conservaram em geral sua aptidão para o deslocamento rápido, pois muitos deviam puxar, em grande velocidade, cargas cada vez mais pesadas. O cavalo foi empregado em diversos trabalhos, nas mais diversas condições, às vezes, muito duras. Porém, com bom trato, o cavalo provou ter boa adaptabilidade ao trabalho.

No Brasil, o cavalo começou a substituir o boi na aração e nos transportes no séc. XVIII e vem sendo substituído pelos meios mecânicos.
Raças brasileiras

As principais raças brasileiras são o comum, descendente do berbere (Minas, Nordeste e Rio Grande do Sul); o Guarapuara ou Guarapuavano (Santa Catarina, Paraná e São Paulo); o Mangalarga paulista, o Mangalarga mineiro e Mangalarga Marchador (este em Minas); o Pantaneiro (fixado no Pantanal há três séculos); o Crioulo (Rio Grande do Sul); o Campeiro (Santa Catarina) e o Nordestino. O rebanho brasileiro é calculado em 5,4 milhões de cabeças (1984).
Curiosidade

O Cavalo pode viver em média 25 anos, porém, foi registrado um cavalo com 40 anos.

O cavalo de corrida chega a correr até 68 km/h.

Veja abaixo algumas das principais raças de cavalos.
Andaluz Brasileiro
Árabe
Crioulo
Holsteiner
Mangalarga
Pura Raça Espanhola
Puro Sangue Inglês
Puro Sangue Lusitano
Quarto de Milha
Coalheira

Até o séc. X, o cavalo ainda era atrelado de tal maneira que, ao puxar a carroça, ficava em perigo de morrer asfixiado. É que a coalheira era presa ao redor do pescoço, forçando a garganta durante a marcha. Desse modo, o rendimento do animal era bastante reduzido, e um cavalo não podia puxar mais de 500 kg. Quando se passou a colocar a coalheira à altura das espáduas, cresceu a capacidade de tração do cavalo.
Classificação

Família dos Equídeos

domingo, 1 de abril de 2012

Cavalo - História - Dentição e Idade - Anatomia - Aprumos - casco -Reprodução - Pelagem - Doenças - Ciclo de Vida






FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM:Perissiodactyla
SUB-ORDEM:Hippoidea
FAMÍLIA: Equidae
GÊNERO: Equus
NOME CIENTÍFICO:equus caballus
NOME COMUM:Cavalo doméstico
NOME EM INGLÊS:Horse




CARACTERÍSTICAS:
Temperatura em ºC= 37,5 - 38,5
Pulsações normais por min (animal em descanso) = 28 - 42
Respiração normal movimentos por min (animal em descanso) = 8 - 15
Altura Média - 1,50m a 1,60 m
Peso médio - 330 kg a 550 kg
Tempo de vida - até 30 anos
Vida últil - 4 aos 20 anos
Gestação - 11 meses ou 336 dias
Alimentação - capim e ervas quando no pasto. Os cavalos também são alimentados com ração industrializada, milho e farelo.


Os eqüideos são representados hoje por um pequeno número de espécies entre as quais são utilizadas no Brasil o cavalo, o jumento e seu híbrido (burro ou mula).
Os Eqüídeos são animais de talhe médio, cabeça fina e alongada, pescoço musculoso e pernas delicadas. Seus olhos mostram-se grandes e vivos, as orelhas pontudas e móveis e as narinas muito abertas. O corpo, bastante arredondado, apresenta-se coberto de pêlo curto e liso que se alonga na cauda e na tábua do pescoço, onde forma a crina. O esqueleto é caracterizado pelo crânio longo, do qual a caixa craniana ocupa apenas um terço, sendo o resto constituído pela face.
Todos os eqüídeos são vivos, alegres e inteligentes, são animais gregários e se mostram ativos durante o dia. Os eqüídeos possuem somente o dedo central, os demais desaparecem. A última falange deste dedo único é cercada por uma formação córnea que não pode ser chamada casco.
O casco é constituído por 3 camadas superpostas, de diferente qualidade. A camada interna assegura o contato com a terceira e última falange: é a camda geradora do tecido córneo. Essas três camadas, diferentes mas estreitamente solidárias, formam um conjunto muito estável, de elasticidade relativa e extremamente resistente.


Os eqüídeos possuem 6 incisivos em cada maxilar: 2 centrais (as piças), 2 intermediários (os medianos) e 2 laterais (os cantos). Este aspecto permite aos compradores de cavalos avaliar com precisão a idade do cavalo.

Apesar de todos os cavalos pertecerem à mesma espécie (Equus caballus), o homem interveio para modificar os caracteres da raça sempre pensando na sua utilização e beleza. Hoje existem mais de 100 raças diferentes de cavalos em todo o mundo.
Na maioria das espécies de animais a cor de cada raça apresenta várias misturas mais ou menos uniformes, não variando mesmo sob influência de idade, clima etc. A pelagem é o conjunto de pêlos, de uma ou de diversas cores, espalhados pela superfície do corpo e extremidades, em distribuição e disposição variadas, cujo todo determina a cor do animal. Apesar de haver muitos matizes diferentes, todas as pelagens agrupam-se inicialmente em três modalidades ou categorias: simples, compostas e conjugadas, cada uma delas com suas divisões e, que no total, forma 76 pelagens diferentes.
Simples - São as pelagens formadas por pêlos e crinas da mesma cor.


Compostas - Pêlos bicolores misturados, com crina e cola diferentes.Conjugadas - Malhas e pintas de contorno irregular, mescladas com branco.
O período médio de prenhez da égua é de 11 meses. Meia hora depois de nascido, o potro está de pé e se aconchegando à mãe para a primeira mamada. Uma vez em pé, embora incerto das pernas, ele já é capaz de acompanhar a mãe. As éguas chegam na "adolescência" entre 15 e 25 meses, podendo procriar com dois a três anos, embora quatro sejam mais aceitáveis. Os machos, muitas vezes, são sexualmente potentes já com um ano de idade; contudo, na domesticidade, não são usados como reprodutores antes dos três ou quatro anos. Maduro aos cinco ou seis, um cavalo pode viver 20, 30 anos e até mais.


O cavalo vem sendo utilizado, pelo homem, de várias maneiras diferentes: esporte, lazer e trabalho. Para ser utilizado é preciso que o cavalo seja adestrado e depois domado para que se possa montar. São quatro os andamentos naturais do cavalo, ou seja, a maneira como ele se desloca quando está em movimento. São eles: passo, trote, cânter (meio-galope) e galope. Existe também os andamentos adquiridos, por adestramento e, artificiais, que são os da alta escola de Viena.

O PASSO - o passo é o andamento natural, a quatro tempos, marcado pela progressão sucessiva de cada par lateral de pés. Quando a marcha começa com a perna posterior esquerda, a sequência é a seguinte: posterior esquerda, dianteira esquerda, posterior direita, anterior direita. No passo calmo, os pés de trás tocam o solo adiante das pegadas feitas pelos pés da frente. No passo ordinário, os passos são mais curtos e mais elevados, e os pés de trás tocam o solo atrás das pegadas dos pés dianteiros. No alongamento, os pés de trás tocam o chão antes das impressões dos pés da frente. No livre, todo o esquema é prolongado.


O TROTE - O trote é o andamento simétrico, a dois tempos em que um par diagonal de pernas toca o solo simultaneamente e, depois de um momento de suspensão, o cavalo salta apoiado no outro par diagonal. Por exemplo: no primeiro tempo, o pé anterior esquerdo e o pé posterios direito pousam no solo juntos (diagonal esquerda). No segundo tempo, o pé dianteiro e o pé traseiro esquerdo pisam juntos (diagonal direita). No trote, o joelho jamais avança à frente de uma linha imaginária perpendicular tirada do topo da cabeça do animal até o solo. As estilizações supremas do trote são o piaffer, em que o cavalo, sem avançar, fica batendo no chão, alternamente, com os pés dianteiros; a passagem em que ele se desloca para o lado, trocando os pés, sem avançar.

O CÂNTER - O Cânter (do inglês canter - andar a meio galope) é um andamento a três tempos, em que o cavalo avança com a perna dianteira direita quando gira para a direita e vice-versa. Quando o cavalo tenta virar para a esquerda avançando com a perna dianteira direita, portanto, a do lado de fora no mvimento, esse avanço é chamado um " avanço falso" ou cânter com a perna errada. A seqüência de pisadas que dão as três batidas rítmicas no chão são, quando o movimento se inicia com a perna dianteira direita: posterior equerda, esquerda diagnol (em que as pernas dianteiras direita e traseira esquerda, tocam o solo simultaneamente) e, por fim, perna dianteira direita - dita "de guia".


O GALOPE - O galope é o mais rápido dos quatro andamentos naturais. Descrito habitualmente como uma andamento a quatro tempos, sofre variações na seqüência de acordo com a velocidade. Com a perna dianteira direita na liderança, a seqüência de pisadas é a seguinte: posterior esquerda, posterior direita, dianteira esquerda, dianteira direita, ao que se segue um período de suspensão total, em que todos os pés estão no ar. Um puro-sangue inglês galopa a 48 km/h ou mais. O pé mais avançado toca no chão em linha com o nariz, mesmo que, estirada a perna ao máximo, o pé fique no ar à frente dessa linha.




O CAVALO NO BRASIL
A introdução do cavalo na América é atribuída a Colombo em sua segunda viagem realizada em 1493 à ilha de São Domingos. Posteriormente o cavalo foi introduzido em 1534 na capitania de São Vicente, por D. Ana Pimentel, esposa de Martim Affonso de Souza.
A partir daí o cavalo foi introduzido no Brasil em épocas diferentes e, 1808, D. João VI veio para o Brasil trazendo a sua coudelaria do Alter Real (uma raça de cavalo). Esta raça desempenhou um papel importante na formação dos nossos melhores cavalos de sela: Mangalarga e o Campolina.


As raças desenvolvidas no Brasil, desde a época do Império, são: o Mangalarga, Crioula brasileira e o Campolina.